Especialistas discutem Melanoma

Em 29 de novembro é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer de Pele. O tema foi debatido em reunião científica, promovida pela Oncoclínica Recife, que aconteceu no JCPM Trade Center. Na ocasião, foi exposta uma visão multidisciplinar sobre o melanoma, tipo de câncer de pele que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), representa 3% das neoplasias do órgão e é um dos mais graves devido à sua alta possibilidade de metástase.

O cirurgião oncológico, Mário Rino, abriu a noite com o mote "O papel do cirurgião no Melanoma". O especialista afirmou que a cirurgia é a primeira opção quando se é confirmada a ocorrência do câncer e também durante o tratamento da enfermidade. "Existem vários critérios oncológicos para se realizar uma cirurgia, como espessura e localização do tumor. Todos esses detalhes devem ser considerados, pois a cirurgia pode aumentar as chances de cura de um paciente", explica.

Rogério Santos falou sobre "Abordagem linfonodal". A biópsia do linfonodo é um procedimento cirúrgico realizado com a intenção de estadiar corretamente a cadeia linfonodal. Ela é indicada para pacientes com melanoma cutâneo invasivo, sem evidência de metástase. Rogério explicou que, nos casos de linfonodos positivos, a cirurgia deve ser radical.  

O médico nuclear Ricardo Machado explanou informações sobre o uso do PET-CT no Melanoma. O PET-CT é um exame de alta precisão, que revela alterações no metabolismo celular. No caso específico do Melanoma, o exame ajuda no diagnóstico de metástases e na avaliação da resposta do organismo aos novos tratamentos terapêuticos, como a Imunoterapia, por exemplo.

Os médicos Luana Falcão e Gustavo Godoy, falaram, respectivamente, sobre a "Imunoterapia adjuvante" e "Combinação de drogas em doenças avançadas". Eles afirmaram que a terapia combinada vem dando certo para casos de melanoma e explicaram que, na imunoterapia, a junção mais utilizada é da droga nivolumab e ipilimuab.